nesse fim de semana me propus um desafio. porque eu nunca nego um desafio e porque tem coisas que eu preciso fazer e não faço. a coisa da vez é meu segundo capítulo da monografia. (que está indo, muito bem, obrigada). eu faço isso porque sou enrolona. sempre enrolo até o último segundo possível pra fazer as coisas. foi assim com todos os trabalhos de faculdade, todos os trabalhos para eventos e qualquer outra coisa que você possa pensar que tenha prazo. e eu sempre me dei bem com esse sistema. bastava que quando a água chegasse no pescoço eu dissesse, licença, mundo, vou parar de viver um pouquinho pra poder cumprir meus prazos. daí eu limpava a casa, garantia que haveria comida e café durante o tempo necessário e pegava uma garrafa de conhaque ou um pack de 12 cervejas pra me acompanhar na jornada.
o sistema sempre foi muitíssimo eficiente, eficiente o suficiente para me garantir boas notas e um bom lattes, MAS, como os senhores sabem, eu não tenho mais a companhia das garrafas, ou das latinhas, ou de qualquer outro recipiente que inclua a menor porcentagem alcoólica. e as coisas não estão muito fáceis não, devo admitir. porque é o álcool que organiza meus pensamentos, só ele e nada mais. como já dizia clarah averbuck em algum lugar que não tenho paciência para procurar (e, obviamente, não dessa forma), quando eu não bebo meus pensamentos ficam todos gritando, se comportam como numa feira livre, ficam pulando e saltitando esperando que eu lhes dê atenção, e quando eu bebo, eles se sentam comportados, pegam uma senha e na sua vez vem ao meu guichê de atendimento para por fim serem compreendidos.
e agora eu fico aqui, com esse monte de livro espalhado pela casa, com anotações em pedacinhos de papel e com essas míseras páginas mal escritas.
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