eu sou o tipo de pessoa que bebe. eu bebo pra comemorar e pra lamentar. eu bebo porque está frio e porque está calor. eu bebo pra esquecer e bebo pra lembrar. eu bebo pra me divertir e pra me deprimir. pra mim sempre existe uma bebida, quantidade e qualidade pra cada situação. até que, por um revés ou por outro, com os quais ninguém tem nada a ver, eu decidi parar. sim, foi triste e tudo mais, chorei bastante e tudo mais. mas parei, jurei pro deusinho que eu acredito que ia passar um ano, um ano inteirinho, sem beber.
isso já faz um mês. nesse mês toda sorte de coisas boas e ruins tem acontecido comigo, com minha vida e com as pessoas ao meu redor. eu tento fazer as coisas como tenho feito por toda minha vida. desde frequentar bares e ir a festas até brindar e consolar, estando sóbria. e tem sido tão, tão estranho. descobri umas coisas que nem desconfiaria. tive certeza de que existe alguma proteção divina em torno dos bêbados, que pagode é ruim mesmo, que não existe nada tão eficiente contra o calor quanto cerveja e contra o frio quanto conhaque (e eu procurei hein), que a sobriedade não é divertida e que nenhum entorpecente é tão bacana quanto o álcool.
daí eu estava contando pras pessoas sobre como é difícil, dificílimo ficar sem beber, e das coisas que acontecem e que se contar ninguém acredita e me falaram de brincadeirinha pra fazer um blog. eu que sou o tipo de pessoa que leva brincadeirinha a sério, vim e fiz.e agora vocês vão ter que me aguentar falando e tagarelando sobre todas essas coisas absurdas que acontecem e reclamando, lamentando e surtando por não poder beber. rá.